Qual o óleo apropriado para o motor do meu carro?


Muito se fala sobre o tipo de óleos de motor, mas infelizmente muitas vezes de forma incorreta ou criando mitos que em nada ajudam para que a informação acertada chegue aos automobilistas. Vamos agora tentar desmistificar este tema e rebater algumas falácias, sobre uma das componentes mais importantes para a saúde dos motores a combustão (ou híbridos). Se tem um carro elétrico, pode passar ao post seguinte 😊
Primeiro, afinal qual a função do óleo de motor? Resumidamente, o óleo reduz a fricção das peças do motor, assegurando que o mesmo trabalha normalmente e prevenindo danos resultantes da fricção. Uma boa prática será verificar mensalmente o nível do óleo e se o mesmo não está demasiado escuro ou com vestígios de detritos (pode ver aqui como verificar o nível).
Agora que sabemos a principal função do óleo do motor, vamos ver qual a diversidade de óleos possíveis para automóveis.
Primeiramente, os óleos dividem-se em minerais, semi-sintéticos e sintéticos. A diferença entre eles está no processo de obtenção dos óleos.
  • Os óleos minerais são obtidos da separação de componentes do petróleo, sendo uma mistura de vários compostos;
  • Os óleos sintéticos são obtidos por reação química, havendo assim maior controlo na sua produção, obtendo-se uma base de maior qualidade e prestações;
  • Os óleos semi-sintéticos, empregam mistura em proporções variáveis de básicos minerais e sintéticos, procurando reunir as melhores propriedades de cada tipo, permitindo a otimização de custo, uma vez que as matérias-primas sintéticas possuem custo mais elevado.

Dadas as diferenças entre os tipos de óleos apresentadas acima e dado que os motores são cada vez mais sensíveis à qualidade do óleo, é cada vez mais rara a utilização de óleos minerais.
Agora que sabemos a diferença entre óleos minerais e sintéticos, passemos à viscosidade, onde encontramos um dos principais mitos: o óleo de viscosidade 10w40 dá para todos os carros mais antigos e o 5w30 para todos os carros desde que passou a existir filtro de partículas. Completamente errado! A viscosidade é um dos critérios a ter em conta quando se escolhe o óleo para o motor, mas está longe de ser o único e mais abaixo vamos perceber porquê. Antes disso, interessa saber o que é isto de viscosidade.
A viscosidade do óleo muda com a temperatura, por isso foram desenvolvidos óleos multigrade para fornecer proteção num determinado intervalo de temperaturas.
A escala SAE (Society of Automotive Engineers) apresenta a viscosidade do óleo em temperaturas baixas e elevadas simultaneamente. É por isso que a indicação da viscosidade contém dois números (ex: 5W30).
O primeiro número seguido da letra W descreve a viscosidade em temperaturas baixas (o W significa Inverno). Quanto mais baixo o número, menos espesso o óleo. O segundo número descreve a densidade do óleo na temperatura de operação normal do motor. Quanto maior o segundo número, mais espesso o óleo. Se estiver muito fino enquanto quente, pode não proteger de forma eficaz. Se for muito espesso, perde-se a eficiência.
A viscosidade indicada para o seu carro dependerá sempre das recomendações do fabricante automóvel, que também devem prever as temperaturas extremas possíveis no país em que o carro foi comercializado.

Mas a história não acaba na viscosidade. O lubrificante é composto por óleos básicos e aditivos. Por esse motivo, não basta saber se o óleo para o motor do seu carro é sintético ou semi-sintético e qual a viscosidade: é necessário saber qual a norma exigida pelo fabricante do seu carro para que os aditivos corretos estejam no óleo a introduzir no motor do seu veículo!
As especificações de óleo definem para que tipo de motor um óleo particular é adequado e o seu desempenho face a determinados critérios: limpeza, resistência ao calor, proteção contra desgaste, etc.
Existem 4 tipos principais de especificações:
  • API (AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE)
  • ILSAC (INTERNATIONAL LUBRICANTS STANDARDIZATION AND APPROVAL COMMITTEE)
  • ACEA (THE ASSOCIATION DES CONSTRUCTEURS EUROPÉENS D'AUTOMOBILES)
  • OEM (ORIGINAL EQUIPMENT MANUFACTURER) SPECIFICATIONS

Não vamos aqui entrar em detalhe sobre as diferenças entre os 4 sistemas, o que importa é que deve ser verificado no manual do veículo qual a especificação existente. Por exemplo, se tiver um OPEL ASTRA H 1.7 CDTI 100cv de 2005, então a norma indicada é GM-LL-B-025; DEXOS 2 e será uma dessas referências a procurar quando estiver a comprar o óleo (ou a verificar com a oficina qual foi adicionado). Por outro lado, se tiver um RENAULT CLIO III 1.2 16V 75cv de 2011, a norma já será a RN0700.
Ou seja, através do manual do seu carro vai poder ver qual a norma e também a viscosidade indicada. Muitas vezes terá mais do que uma viscosidade como hipótese, sendo que nós recomendamos manter a viscosidade do óleo que se encontrava anteriormente no motor, a menos que o mecânico recomende uma alteração.
Utilizar o lubrificante com as especificações adequadas, aumenta a durabilidade do motor e diminui o consumo do combustível. Não se esqueça: a seleção incorreta do óleo do motor pode levar ao desgaste prematuro das componentes internas do motor, que embora não seja imediato, pode acarretar reparações bastante dispendiosas.

Então afinal como saber que tipo de óleo, viscosidade e norma respeitar? Fácil, basta consultar o manual do seu automóvel ou, se o tiver perdido ou preferir, fale com a IZIRepair, que nós temos todo o gosto em ajudar! 
Qual o óleo apropriado para o motor do meu carro? Qual o óleo apropriado para o motor do meu carro? Reviewed by IZIRepair on outubro 29, 2017 Rating: 5

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